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Inserção de DIU

O dispositivo intrauterino (DIU) é uma forma altamente eficaz e reversível de contracepção. 
 
Sua popularidade deriva da sua alta eficácia, praticidade ( não exige a tomada diária de medicamento), longa duração e reversibilidade imediata da contracepção com sua retirada. 
 
Existem basicamente dois tipos de DIUs: os hormonais (Mirena e Kyleena) e os não hormonais ( Diu de cobre e cobre com prata). 
 
•Os DIUs de cobre, não contêm hormônios, mas são revestidos com fios de cobre que são gradualmente liberados no útero ao longo do tempo. O cobre possui propriedades espermicidas, o que significa que ele é tóxico para os espermatozoides. Quando o DIU de cobre é inserido no útero, o cobre interfere na capacidade dos espermatozoides em se moverem e fertilizarem um óvulo. Além disso, o cobre também pode causar alterações no muco cervical, tornando-o menos hospitaleiro para os espermatozoides. 
 
•Cobre e prata: a prata tem sido historicamente conhecida por suas propriedades antimicrobianas, ajudando a prevenir o crescimento bacteriano no local de inserção do DIU. Ao incorporar prata no revestimento do DIU de cobre, os fabricantes visam oferecer uma camada adicional de proteção contra infecções. Esta combinação de cobre e prata não apenas ajuda a prevenir a gravidez, mas também pode reduzir o risco de infecções associadas ao uso do DIU. Além disso, a prata foi
       adicionada a fim de diminuir os efeitos    colaterais do cobre, como aumento do fluxo menstrual e intensidade das cólicas menstruais.
 
•DIUs hormonais: Os dispositivos hormonais liberam progestina, um hormônio sintético similar à progesterona, diretamente no útero. Essa progestina atua de várias maneiras para prevenir a gravidez. Primeiramente, ela espessa o muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides em direção ao útero. Essa barreira física impede que os espermatozoides alcancem o óvulo, reduzindo assim as chances de fertilização. Além disso, em algumas mulheres, a progestina também inibe a ovulação, ou seja, a liberação mensal do óvulo pelos ovários. Sem a presença de um óvulo disponível para fertilização, a gravidez não pode ocorrer. A progestina também altera o revestimento do endométrio, tornando-o menos propenso à implantação de um óvulo fertilizado, caso a ovulação ocorra. 
 
 
•Diferença entre SIU Mirena e Kyleena: Ambos são métodos hormonais que contêm o hormônio levonorgestrel. A diferença entre os dois é o tamanho e a quantidade de hormônio. O Kyleena é o de menor tamanho  e com isso, há um desconforto menor no momento da inserção. Alem disso possui menor quantidade de hormônio (19,5mg) em comparação ao Mirena (52mg), sendo o Kyleena indicado apenas para contracepção. Já o Mirena é indicado também para sangramento uterino anormal e terapia de reposição hormonal. 
 
 
A inserção do DIU consiste em um procedimento relativamente simples geralmente realizado no consultório médico, sob anestesia local. 
 
Antes da inserção, realiza-se uma avaliação médica completa, incluindo a história clínica da paciente, exame físico e testes de triagem, conforme apropriado.
 
Após a inserção é necessário realizar um ultrassom endovaginal para confirmar o posicionamento correto do dispositivo. É comum sentir cólicas nos primeiros 3-5 dias após a inserção. E no caso dos DIU’s hormonais, os primeiros 4 meses são considerados período de adaptação, quando é comum ocorrerem sangramentos irregulares. 
 
Há poucas contra-indicações ao uso e inclusive podem ser utilizados por quem nunca engravidou e também durante a amamentação. Nenhum medicamento interfere com o funcionamento do DIU.